Misteriosa

(…) Isso nem foi de um passado tão distante, mas me parece que faz muito tempo já.
Eu não iria lá, mas fui. Me assustei, mas agora estou achando engraçado. E estranho! Muito estranho!
Eu sei que eu estou muito misteriosa, mas quero que fique assim…

Gostei muito da sensação de distância! Como se aquilo já não me atingisse mais. SUPEREI!
Ninguém pode ter idéia de como eu fiquei bem com isso. Me arrependi mais uma vez do meu passado, mas agora de um jeito diferente. E adorei poder rir disso agora! E me sentir aliviada…

É…

Rosa fria

É… é o amor que me inspira!
Eu até achava que era a dor…
Na verdade até posso dizer que é,
mas a dor do amor.

Eu nunca sei tão bem rasgar o coração
quando nem me lembro que ele existe.

Amar é tão intenso que dói!
… mas eu não quero deixar de sentir essa dor
A vida é toda feita de dores…
Essa é a única boa.

Eu ainda quero escrever um livro

Livro abertoQuando eu era adolescente e comecei a escrever poesias, eu dizia que era pra treinar e, um dia, escrever um livro.

Eu lia muito livros de poesia e queria escrever o meu um dia (que fique claro que eu lia muito os mesmos livros que eu tinha acesso, não lia muitos livros não). Na verdade, eu nunca tive mesmo o costume de ler. Lamentável isso, mas, não quero mentir. Sem contar que eu demoro um tempão pra terminar um bendito livro.

Bom, eu ainda digo que quero escrever um livro, só não sei o que escrever. Não gosto de livros de estórias. Eu leio, às vezes gosto, mas não é bem meu estilo. Não gosto muito. Eu até quero experimentar escrever um pra ver no que dá, mas acho que, talvez, seja melhor ficar na poesia mesmo ou alguma letra de música…

Sei lá! Mas escrever é desestressante!

Uma poesia de quando eu tinha uns treze anos:

PERDOA-ME

Eu quero voltar

mas você diz que está tudo mudado…

Eu não entendo o que mudou

O sol ainda brilha forte ao amanhecer

As estrelas ainda se acendem ao anoitecer

E o brilho delas ainda fascina os apaixonados.

Eu quero estar com você

mas você diz que já não é mais como era antes…

Mas eu não entendo o que não é mais como antes.

O vento ainda refresca meus pensamentos

A lua ainda me consola

nas noites que eu choro pensando

em suas frases sem compaixão.

Se te magoei,

Se ainda vale um perdão,

Se algo que fiz te feriu,

Se ainda existe o amor,

mesmo que ele não brilhe nos seus olhos

e não arda em meus lábios,…

Perdoa-me, amor (…).

Peço um desconto porque eu era só uma adolescente cafoninha.

Que eu me lembre, eu escrevi pensando em nada. Não estava sentindo nada do que escrevi nesse aí, mas eu reli esses dias os poemas velhos que eu ainda guardo e vi como as emoções se repetem: eu sempre depressiva, sempre bem dramática, revoltada, apaixonada…

O bom de fazer arte (no sentido literal) é que sempre que você vê ou, no caso de poesias, lê, você sente de novo o que você sentiu naquele dia; como se você fotografasse um sentimento. Na verdade, às vezes não é tão bom assim…

Todas essas coisas

Batimentos

Eu não planejei todas essas coisas. Eu não gostaria de estar sentindo isso, mas nem tudo é do jeito que a gente quer e imagina.

Eu não queria lembrar disso quando eu acordo e nem durante o dia todo e nem antes de dormir.

Se eu continuar assim, daqui a pouco isso vai estar invadindo meus sonhos enquanto durmo (os sonhos de acordada já invadiram).

Eu queria ser a pessoa mais fria do mundo. Eu até consigo ser um pouco em muitos casos, mas todas essas coisas me mudam. Em alguns casos eu queria ter o meu mau e velho coração de pedra.

Essas coisas tem feito até eu me esquecer deste blog, me esquecer das coisas que eu tinha como fundamentais… Mas eu não sei se eu posso esquecer e nem acho que quero, mas nem tudo é do jeito que a gente quer.

Eu não sei se posso aceitar as circunstâncias e nem sei se quero, mas nem tudo…

Eu, às vezes, gostaria de entender todas essas coisas, não sei se isso é possível.

Adeus ano velho e desgraçado!

Fim de 2007.Se eu não me engano,eu nunca postei nada aqui no blog que eu tivesse escrito direto no computador. Este post é o primeiro, eu acho.

Enquanto eu como meu pêssego em caldas, vou deixar meu último post deste ano.

Passei meu último dia do ano em casa (estou passando). Limpando, me produzindo e ouvindo música. Muito legal!

Hoje, pelo menos até agora, está sendo diferente dos outros anos. Eu ainda não fiquei fazendo retrospectivas da minha vida não. Que bom! Eu quero mesmo que as coisas fiquem diferentes.

Eu pretendo tomar vergonha na cara, realmente (eu preciso), e viver diferente 2008, para que Deus possa me dar o que eu não tive nesse ano, em sua maior parte, desgraçado .

Eu vou crer na palavra que diz que “para cada dia de vergonha, Deus vai dar dupla honra”.

Preciso amar, perdoar (muito), me curar, trabalhar, estudar…

Quem sabe eu deixe de enrolar os outros e monte logo minha banda!? (Deus sabe…)

Que não só eu, mas também meus amigos, tenham um ano maravilhoso!

Que 2008 seja bênção sobre bênção!

P.S.: Os dois posts abaixo eu deixei de postar na época que os escrevi. Resolvi postar hoje.Adeus posts velhos e feliz posts novos!

Uns passos

Eu tô me preparando para uma prova super difícil de teoria musical, mas tive que parar e descarregar um pouco dessa carga que está me desconcentrando.

Esses dias dei uns passos em favor de mim. Tive que cortar algumas coisas que me prendiam a outras. Desfazer alguns laços que não me deixavam esquecer de outros.

Eu já venho tentando apagar algumas lembranças, mas, do jeito que estava, era difícil de esquecer porque sempre tinha o mesmo fantasma me atormentando.

Agora eu acho que me desfiz dele, embora tenha doído um pouco afastá-lo, mas não foi por vingança, foi porque eu precisava disso.

Eu não consigo prosseguir olhando para trás. É como se, realmente, eu tentasse andar de costas.

Eu não consigo prosseguir olhando para trás. Eu acho que ninguém consegue.

Todo mundo me manda esquecer o que se foi, até eu me obrigo a esquecer. Não é fácil, mas eu tenho que fazer a minha parte. E tenho conseguido, graças a Deus, a cada dia uma parcela.

E eu tenho tentado seguir em frente. Estou dando uns passos, mas, sabe, eu me sinto como se olhando por uma janela alguém vivendo. Eu não consigo me sentir fazendo certas coisas. Talvez por elas estarem acontecendo muito rápido ou, talvez, por eu ser meio distante, mas eu sempre me senti assim com respeito a tudo.

Será que todas as pessoas se sentem assim? Ou ainda me falta algo que faça eu me sentir viva?

Relembrando

Hoje eu fui lá atrás no meu passado. Comecei a relembrar coisas de quando eu tinha dezoito anos (Nossa! Faz tempo isso!). Desenterrei lembranças e mexi em feridas antigas… Nada me fez chorar não. Talvez estejam todas elas saradas.

Lembrei de um amor antigo (será que ele ainda usa o MSN dele?) e pensei em como eu devia ser diferente nessa época.

Um dia desses eu redescobri umas mensagens minhas na internet de quando eu tinha dezenove anos; eu usava umas babaquices ridículas para escrever. Coisas que, hoje, me dão até vergonha.

Como eu era ridícula!

Isso me fez lembrar do meu diário que eu ganhei com onze anos e fui escrevendo uma vez na vida umas coisas. Fútil, fútil, fútil que eu era.

Eu li esse meu diário faz pouco tempo. Até arranquei umas folhas dele para quando eu morrer ninguém ler aquilo e achar que eu era demente. (risos)

Mas, sério, eu devia ser muito fofinha!

Mas… voltando aos meus dezoito anos… eu olho hoje uma colegas que estão com dezoito e vejo como elas são infantis ainda. Eu queria me ver de novo apaixonada aos dezoito anos.

Daqui a uns dias eu vou querer lembrar de como era estar apaixonada aos vinte e dois, vinte e três anos… O tempo passa tão rápido!

Eu tenho que renascer outra vez

 Triste e envergonhada

Se eu pudesse voltar no tempo eu diria “não” naquele dia.

Uma parte de mim, a que disse “sim”, é a que não se arrepende, mas a parte que disse “não” é a parte que tinha razão e que sofre até hoje.

Uma coisa eu não posso negar: esse dia mudou minha vida. Tudo que eu era morreu naquele dia e eu nunca mais serei como eu era.

Eu já percebi que eu não faço o que eu quero. Parece que eu sou duas em uma.

Não tem aqueles desenhos animados que representam nossa consciência como um anjinho e um pequeno diabinho? É tipo isso o que acontece comigo. Mas eu acho que o anjo deve falar muito baixo ou usar argumentos não muito convincentes ou propostas pouco atrativas…

Eu faço tudo que eu não devia fazer e que não queria. E o pior de tudo é que eu não consigo mudar. Eu tenho que renascer outra vez.

Férias

PáginasAmanhã, assim que eu assinar a ata de prova da professora sapatão*, eu estarei oficialmente de férias (graças a Deus, aprovada em todas as matérias), mas, pela primeira vez na vida, eu não queria entrar de férias.

Durante as férias eu vou poder organizar muitas das minhas coisas (quem sabe todas!?), mas também eu vou ter que ficar um tempo sem ver meus colegas e/ou amigos (não necessariamente esses amigos estudam na minha faculdade).

Uma vez, um de meus professores disse que ele aprontava muito em sua época de faculdade; que nós, seus alunos, nunca íamos nos esquecer de nossos anos de faculdade. Ele estava certo.

Minha vida, realmente, mudou bastante mesmo durante esse ano que estou no ensino superior. E não estou falando de mudanças relacionadas à educação.

E essas mudanças, que eu não diria que foram boas, mas diferentes, realmente não dão para serem esquecidas. É por estas diferentes coisas que eu quero estar na faculdade e não em casa.

Eu vou tentar aproveitar minhas férias da melhor forma possível. Mas já tô com saudades!

* Ela não é “sapatão” de verdade (pelo menos eu acho que não), mas precisaria de todo contexto para entender isso.

Eu não sou mais eu (?)

Tinha um outro post que eu ia deixar aqui antes desse, mas estava sem tempo (ainda estou). Hoje escrevi este. Depois eu posto (ou não) esse outro.

O fim do ano está chegando. E está muito perto mesmo.

Que dia é hoje? Esqueci, mas sei que já é quase metade de Dezembro.

Sempre em épocas de fim de ano, eu (talvez todo mundo) costumo fazer retrospectivas da vida.

Não uma coisa proposital. Eu não paro para pensar nisso, mas, independente da minha vontade, as coisas vêm vindo novamente à mente.

Esse ano foi (ainda está sendo), para mim, um ano de coisas diferentes, novas, estranhas. A maioria delas péssimas; inclusive minhas atitudes.

Se eu for comparar o que eu fui em 2006 com o que eu sou em 2007 vão ficar poucas semelhanças.

Eu me pergunto se eu sou mais eu agora ou se, na verdade, estou me perdendo de mim.

O que me espera em 2008? O que eu serei em 2008?

Eu fiz uma música hoje sobre essas coisas que se passam em mim. Eu ia até escrever a letra aqui, mas… Quem quiser, fala comigo.

Próxima Página »