Quando eu era adolescente e comecei a escrever poesias, eu dizia que era pra treinar e, um dia, escrever um livro.
Eu lia muito livros de poesia e queria escrever o meu um dia (que fique claro que eu lia muito os mesmos livros que eu tinha acesso, não lia muitos livros não). Na verdade, eu nunca tive mesmo o costume de ler. Lamentável isso, mas, não quero mentir. Sem contar que eu demoro um tempão pra terminar um bendito livro.
Bom, eu ainda digo que quero escrever um livro, só não sei o que escrever. Não gosto de livros de estórias. Eu leio, às vezes gosto, mas não é bem meu estilo. Não gosto muito. Eu até quero experimentar escrever um pra ver no que dá, mas acho que, talvez, seja melhor ficar na poesia mesmo ou alguma letra de música…
Sei lá! Mas escrever é desestressante!
Uma poesia de quando eu tinha uns treze anos:
PERDOA-ME
Eu quero voltar
mas você diz que está tudo mudado…
Eu não entendo o que mudou
O sol ainda brilha forte ao amanhecer
As estrelas ainda se acendem ao anoitecer
E o brilho delas ainda fascina os apaixonados.
Eu quero estar com você
mas você diz que já não é mais como era antes…
Mas eu não entendo o que não é mais como antes.
O vento ainda refresca meus pensamentos
A lua ainda me consola
nas noites que eu choro pensando
em suas frases sem compaixão.
Se te magoei,
Se ainda vale um perdão,
Se algo que fiz te feriu,
Se ainda existe o amor,
mesmo que ele não brilhe nos seus olhos
e não arda em meus lábios,…
Perdoa-me, amor (…).
Peço um desconto porque eu era só uma adolescente cafoninha.
Que eu me lembre, eu escrevi pensando em nada. Não estava sentindo nada do que escrevi nesse aí, mas eu reli esses dias os poemas velhos que eu ainda guardo e vi como as emoções se repetem: eu sempre depressiva, sempre bem dramática, revoltada, apaixonada…
O bom de fazer arte (no sentido literal) é que sempre que você vê ou, no caso de poesias, lê, você sente de novo o que você sentiu naquele dia; como se você fotografasse um sentimento. Na verdade, às vezes não é tão bom assim…